
“Escrevo por que ninguém quer mais me ouvir. Escrevo por ter a garganta cortada e o telefone também. Escrevo por não ter amigos, nem um horário com o psiquiatra. Escrevo por não ter companhia nas noites geladas de julho - as buzinas dos carros na avenida param de gritar, os pássaros já não voam e as almas também. Faço silêncio, sou silêncio, logo, escrevo. Escrevo para mim, e muitas vezes para ninguém. Escrevo para parar no lixo, outrora o coração. Escrevo por escrever, escrevo por não conseguir viver. Se lhe agrada ou não, sinto muito, às vezes nem a mim eu consigo.”
— Campos
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Eu não consigo me entender, não consigo saber o que eu quero pra mim, é como se existisse duas pessoas em mim e as duas entrasse em contradição, cada uma querendo uma coisa, é como se existisse dois eus, um quer que eu insista mais um pouco,o outro me afasta, diz que não é assim que eu irei conseguir, talvez seja uma crise existencial ou sera apenas eu mesma ? Um eu meio difícil de entender, um eu que pede conselhos mas não os segue, um eu que procura saber de coisas e quando sabe preferia não saber mas continua procurando saber mais.. um eu confuso, um eu tão eu...
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Sabe aquela sensação de vazio?Aquele aperto no peito? Aquela enorme vontade de chorar e não encontrar motivos? Que faz com que você deseje rasgar sua vida e escrever novamente... Que faz com que você prefira sentir dor. Às vezes acho que sofrer por amor e chorar por uma pessoa todas as noites sejam melhor que ficar vazia. Mas às vezes me canso de tudo e de todos e penso que é melhor ficar no vazio do que sofrer e como conseqüência vem o silêncio